segunda-feira, 23 de outubro de 2017

No Pará é assim que se come o açaí

Com peixe frito ou com farinha e açúcar.



Esqueça aquela pasta gelada, coberta por frutas e granola, comum em todo o Brasil (Que aliás, acho fantástica.) Na Amazônia, terra do açaí, o fruto é consumido de forma diferente. E, garantem os paraenses, o modo amazônico é muito melhor.
O açaí é onipresente em Belém. A cada esquina há uma loja especializada no produto, que está em todos os momentos da vida local. Pode ser no café da manhã, servido com açúcar e farinha. Pode ser no almoço, junto com um prato enorme de peixe frito. O açaí, para os paraenses, é quase o feijão do povo amazônico. Ou mais que isso. “Chegou ao Pará, parou; tomou açaí, ficou”, diz um provérbio local que virou música.

E é assim há séculos. Diz a lenda que o açaí foi descoberto por uma tribo indígena que vivia na região de Belém, antes da cidade nascer. Com dificuldade de alimentar os membros da tribo, o cacique determinou que todas as crianças que nascessem deveriam ser sacrificadas, diminuindo a quantidade de estômagos para alimentar.
E foi assim por algum tempo, até que a filha do cacique ficou grávida. O bebê também foi sacrificado, gerando uma tristeza enorme na mãe, que chorou por dias, até ouvir um choro de bebê em resposta. O barulho de criança vinha de uma palmeira repleta de frutos negros. Assim os índios descobriram o açaí e a tribo passou a ter alimento suficiente.
Os portugueses chegaram, o choque de culturas aconteceu e muita coisa mudou. Menos o açaí, que permaneceu com lugar cativo em todas as mesas do Pará. Para você ter uma ideia, uma grande área ao lado do Ver-o-Peso, o porto mais antigo da cidade, é dedicada somente para o desembarque do açaí.



No Pará o açaí pode quase tudo, pode servir como café da manhã, almoço, lanche, com farinha e açúcar ou mesmo puro é uma delícia, e eu posso te garantir que depois de saborear o Açaí no Pará, você nunca mais vai esquecer.