domingo, 12 de novembro de 2017

Graviola - benefícios e perigo

A graviola (Annona muricata) é uma fruta tropical originária da América Central, principalmente das ilhas caribenhas, no Brasil é muito comum na região norte do país, pois prefere climas quentes e úmidos, daí o fato de ser conhecida também como Jaca do Pará ou Jaca de pobre.

Os povos indígenas e os povos antigos da América Central utilizam amplamente a graviola para fins medicinais. Seu uso vai além do fruto, que é nutricionalmente muito rico, eles costumam utilizar também sementes, raízes e folhas para a produção de chá.

Usos populares (sem comprovação científica)

A graviola ou annona muricata é utilizada popularmente para tratar doenças de estômago e como anti-helmíntico (vermes).
E o chá de suas folhas induz o sono e combate a diabetes.
Também é utilizado popularmente como antisséptico e no tratamento de ferimentos cutâneos.

Uso medicinal (com comprovação científica)

Há pesquisas, no entanto, que demonstram que a Graviola possui diversas propriedades que são benéficas à saúde humana.
A sua propriedade anti vermes, antifúngica, anti-inflamatória e antimicrobiana já foram comprovados.
Também está comprovada a sua eficiência no combate ao piolho através de um extrato a partir de uma composição com arruda, graviola e fruta do conde.

A graviola e o câncer

Uma das propriedades mais polêmicas seria o seu uso contra o câncer. Alguns estudos indicam que a graviola possui um efeito citotóxico 10.000 vezes maior que a adriamicina, usada como fármaco de referência no tratamento de diversos tipos de câncer, e por este motivo estaria sendo utilizada como prevenção e tratamento do câncer. Essa informação está presente de forma intensa na internet, mas é preciso muito cuidado, pois os testes foram realizados apenas em camundongos.

Um experimento realizado em laboratório no Centro Universitário de Patos de Minas por Nepomuceno e Silva (2011) concluiu que a graviola, por apresentar alta citotoxicidade, não deve ser usada como preventivo para o câncer. No entanto, caso a doença já esteja estabelecida, a graviola poderá ser utilizada no tratamento, visto que diminui a frequência de tumores no organismo. Agindo assim como um coadjuvante no tratamento, não devendo ser utilizado como substituto aos tratamentos já estabelecidos pela medicina.

Cuidados especiais para o consumo de Graviola (fruta e chá)

Importante: as informações abaixo referem-se ao consumo da fruta e do chá. O consumo do extrato seco de graviola na forma de cápsulas não apresenta risco à saúde desde que consumido conforme sugestão de uso do fabricante.

Hipotonia (pressão baixa): O consumo da graviola pode levar a redução da pressão arterial. Pessoas que possuem tendência a redução da pressão arterial precisam ingerir de forma moderada a fruta já que ela é rica em água e possui pouco sódio.

Diabéticos: O consumo também deve ser moderado e acompanhado por uma nutricionista já que a fruta é rica em frutose e glucose, açúcares naturais que podem elevar rapidamente a glicemia, mesmo a fruta, como um todo apresentando um índice glicêmico considerado baixo. O uso do chá das folhas da graviola para controle da glicemia também não possui comprovação científica.

Toxicidade: O consumo do chá das folhas pode levar a intoxicação.

Consumo em excesso: O consumo em excesso do fruto está relacionado ao risco de doenças neurodegenerativas similares ao Parkinson. Estudos indicam que se um adulto consumir uma fruta por dia, diariamente, durante um ano, pode apresentar lesões cerebrais similares a pesquisa realizada em camundongos.

Presente na culinária, o fruto da graviola pode ser consumido ao natural, em sucos, vitaminas, doces, sorvetes, geleias entre outras sobremesas.