quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Cirurgia plástica em casos de paralisia facial

José Carlos Daher explica quando o procedimento pode ser feito
Imagem do Google


Choque térmico, traumas decorrentes de acidentes, AIDS, herpes, entre outros problemas podem provocar paralisia facial. Ela ocorre quando existe a perda de movimento de um ou dos dois lados do rosto, ocasionada pela lesão do nervo da face. Daí em diante, o sorriso passa a ficar torto, os olhos se fecham com dificuldade, as sobrancelhas ficam paralisadas e a boca perde a função de reter a saliva.

Além de o problema produzir uma deformidade muito marcante e de difícil solução, ele também pode fazer com que a vítima tenha a capacidade de se expressar comprometida. Dependendo do que tiver ocasionado a paralisia facial, a cirurgia plástica de reanimação da face poderá proporcionar, dentro de suas limitações, melhora no quadro do paciente e esperança de melhoria estética e funcional.

Segundo o cirurgião plástico e fundador do Hospital Daher, José Carlos Daher, quando as paralisias são causadas por algum trauma, como cortes ou acidentes, as cirurgias de reparo podem ser indicadas, dependendo da gravidade e da área afetada. “Cada caso tem que ser avaliado. As paralisias que ocorrem mais distantes do tronco do nervo facial, por exemplo, podem se recuperar espontaneamente com o tempo, sendo necessária apenas a orientação médica e a fisioterapia, que irá garantir a integridade dos músculos através de estímulos, para evitar que eles atrofiem”, explica. No entanto, o especialista conta que, se a lesão for no tronco ou próxima, o tratamento terá que ser cirúrgico, para a recuperação da anatomia do nervo. “A cirurgia pode ser feita por suturas ou enxertos. É importante ressaltar que, nesses casos, a reparação precisa ser feita o mais rápido possível, não podendo jamais ultrapassar um ano. Após o devido diagnóstico, o tratamento poderá ir desde o reparo direto da lesão, passando por técnicas de reinervação da musculatura da mímica facial, que tem como objetivo recuperar a parte afetada através de impulsos elétricos, até a utilização de transplantes e transposições musculares, onde um músculo do membro inferior pode ser utilizado para fornecer função muscular à face”, detalha.

Outro tipo comum é a Paralisia de Bell, que pode ser causada por vírus, como o herpes simples. Ela pode acometer qualquer sexo e etnia. Nesse caso, o vírus pode atacar o nervo facial, fazendo com que ele fique inflamado e inchado. Nesse tipo de paralisia, o cirurgião plástico José Carlos Daher não indica intervenções cirúrgicas. “O tratamento será clínico, o que geralmente é suficiente, uma vez que a possibilidade de que seja um tipo de infecção virótica é alta”, explica.

Fonte: www.hospitaldaher.com.br